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História e símbolos

Como são as cartas do Visconti-Sforza e o que mudou até o tarot de hoje?

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As cartas do Visconti-Sforza são trionfi pintados à mão no norte da Itália do século XV, sem números nem títulos impressos. Misturam quatro naipes com figuras da corte e cartas alegóricas, algumas diferentes das atuais, como a velha figura do Tempo no lugar do Eremita. O conjunto sobreviveu incompleto.

Por que se fala em trionfi e não em tarot?

No século XV, o nome comum do baralho era trionfi, ou “triunfos”. A palavra se referia às cartas que venciam as demais no jogo, e só mais tarde o termo tarocchi tomou o lugar. Por isso, historiadores evitam chamar esses baralhos antigos de tarot divinatório: eles eram feitos para jogar.

Uma hipótese frequente é que as imagens dialogam com o gosto da época por procissões alegóricas e pelos poemas sobre triunfos. Isso é uma explicação plausível, e não um fato fechado, já que não sobrou texto de época dizendo por que cada figura foi escolhida.

O que há nas cartas

Nos naipes, cada série traz cartas numeradas e figuras da corte. As cartas de triunfo mostram cenas alegóricas pintadas com fundo dourado, em estilo de miniatura, e não levam o número em algarismo romano nem o título que hoje reconhecemos nas edições modernas.

Algumas figuras são familiares e outras surpreendem quem aprendeu pelo Rider-Waite-Smith. Em vez do Eremita com lanterna, aparece um idoso com uma ampulheta, ligado à ideia de tempo. Em lugar da Sacerdotisa e do Hierofante, aparecem figuras de papisa e de papa. A carta do Louco, por sua vez, não tem número fixo.

  • Trionfi sem números e sem títulos impressos.
  • Idoso com ampulheta no papel que hoje associamos ao Eremita.
  • Papisa e papa no lugar de Sacerdotisa e Hierofante.
  • Fundos dourados e pintura em estilo de miniatura renascentista.

O que falta e como as edições modernas resolvem

O conjunto chegou até nós incompleto. Costuma-se apontar que O Diabo e A Torre estão entre as cartas que não sobreviveram, o que explica por que muita gente pensa que esses temas não existiam. Não dá para concluir isso, porque a ausência de uma carta num conjunto antigo não prova que ela nunca foi feita.

As reproduções modernas costumam completar as lacunas com desenhos novos, feitos no estilo da época. Ao comprar uma edição, vale conferir na ficha técnica o que é cópia de carta original e o que foi recriado, e consultar catálogos de museus quando quiser ver as imagens antigas.

Perguntas frequentes

O Visconti-Sforza tem os 22 Arcanos Maiores?
Não de forma completa, porque o conjunto sobreviveu com lacunas. Além disso, as cartas de triunfo antigas não seguem exatamente a lista e a ordem que aprendemos hoje.
As cartas do Visconti-Sforza eram usadas para ler o futuro?
Não há evidência disso. Os registros apontam para o uso como jogo de cartas entre membros de uma corte, e a leitura simbólica só ganha força séculos depois.
Por que os Arcanos Menores do Visconti-Sforza não têm cenas?
Porque, como nos baralhos comuns da época, os naipes eram mostrados pela repetição dos símbolos. A ideia de uma cena em cada carta numerada só se popularizou com o Rider-Waite-Smith, em 1909.

Conteúdo educacional e de reflexão. O tarot não substitui orientação médica, jurídica ou financeira.

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